De acordo
com a Lei 12.602/12, que institui a Semana Nacional da Educação Infantil, o dia
25 de agosto ficou registrado como Dia Nacional da Educação Infantil. Para
marcar essa data, todos os municípios que integram o Fórum Sul Mineiro de
Educação Infantil (FSMEI), estão planejando ações voltadas ao reconhecimento
dessa faixa etária, bem como promovendo discussões e reflexões sobre esse
período singular da vida.
Em
conformidade, o Comitê Gestor do FSMEI composto por docentes do DED, em
parceria com o PIBID Pedagogia/Gênero e Sexualidade, e com o Núcleo de Estudos,
Pesquisa e Extensão em Infâncias e Educação Infantil, convidam a comunidade
acadêmica, escolar e demais interessados/as para um Cine Debate a partir do
documentário Território do Brincar, com o objetivo de promover diálogos e
reflexões com a comunidade interna e externa à Ufla sobre temas emergentes que
envolvem as questões educacionais entrelaçadas com as infâncias.
“Pequenas
flores vermelhas (Kan shang
qu hen mei, 2066) conta a história de Fang Qiang (Dong Bowen), um garoto de 4 anos que é
matriculado em um colégio interno porque seu pai não tem tempo para ficar com o
garoto. O local é uma enorme mansão utilizada como um tradicional complexo.
Dezenas de crianças estudam lá. A escola é coordenada pela reitora Kong (Chen Li), que tem em sua equipe a
professora extremamente disciplinadora Sra. Li, a jovem e bondosa Sra. Tang (Li Xiaofeng) e mais duas assistentes.
O título do filme se refere ao sistema de avaliação
criado pelas educadoras para pontuar as crianças conforme seu comportamento
durante as atividades. No início, Qiang tenta conseguir as florzinhas. Mas logo
desiste. Ele é um menino rebelde que não aceita cumprir ordens. Ele não dorme
na hora que deve dormir. Não vai o banheiro na hora permitida. Suas
brincadeiras são sempre para irritar os coleguinhas. Sua desobediência acaba
atraindo a antipatia da Sra. Li. Sua punição é ficar trancado numa espécie de
quarto escuro que lhe provoca ainda mais traumas.
Zhang Yuan provoca uma reflexão sobre a individualidade. A importância
de mantermos nossos valores individuais, mesmo em sociedade. Mas toda essa
metáfora só funciona graças às atuações das crianças.
As interpretações impressionam pelo grau de realismo. Principalmente de
Qiang. Suas expressões são incrivelmente verdadeiras. Em uma sequência ele
mistura riso e choro, em uma cena de dar inveja a muito ator veterano. Tudo
isso embalado pela emocionante música do compositor italiano Carlo Crivelli.”
Fonte: Mário "Fanaticc" Abbade. Site OMELETE.
Trailer do Filme, legendas em inglês
Para assistir o trailer com legendas em português clique no link:
ABBADE Mário "Fanaticc". Site OMELETE. Disponível em:
<http://omelete.uol.com.br/filmes/criticas/pequenas-flores-vermelhas/#!key=24383>
Acesso em 16 de novembro 2015.
Site ADOROCINEMA. Pequenas Flores Vermelhas. Disponível em:<http://www.adorocinema.com/filmes/filme-112251/>
Acesso em 16 de novembro 2015.
Site SAPOMAG. Pequenas flores vermelhas - Trailer legendado em português.
Disponível em: <http://mag.sapo.pt/cinema/filmes/pequenas-flores-vermelhas> Acesso em 16 de novembro 2015.
Documentário dirigido por Sandra Werneck retrata a vida de quatro meninas grávidas na adolescência, que aprendem a dura realidade da vida adulta muito cedo, tendo que conviver com dificuldades e desafios que aparecem nessa difícil fase da vida. A gravidez na adolescência é uma realidade no Brasil, onde os números têm aumentado cada vez mais. A cineasta acompanhou durante um ano a vida dessas quatro meninas, numa favela do Rio e percebeu que a gravidez na adolescência pode ser desejada sim, mesmo que isso perpasse a questão da consciência e da sexualidade. Essas meninas, desde cedo assumem muitas responsabilidades dentro de casa, tendo de dividir os estudos, cuidar da casa dos pais e criar os irmãos menores.
Percebe-se então que o problema da gravidez na adolescência vai muito além da falta de informação, que todos acreditam que as classes mais baixas não possuem. Muita dessas meninas já tem conhecimento quanto ao assunto, e até acesso aos preservativos gratuitos como no próprio documentário consta. Na verdade é possível perceber, que nas classes sociais mais baixas as crianças deixam aquele universo infantil mais cedo para ajudar os pais que precisam sair para trabalhar. Nas classes sociais mais altas, a gravidez na adolescência também é encontrada, porém em algumas situações as meninas abortam por terem planos de cursarem faculdade, ter destaque profissional, por opressão dos próprios pais e acabam sendo sonhos que muitas vezes não fazem parte da realidade da população de baixa renda. Sendo assim é possível perceber que a gravidez na adolescência não é um problema das classes sociais mais baixas, mas é mais comum nelas. No documentário você vê envolvimentos das pessoas com o mundo do crime, meninas que aos 13 anos já estão viúvas. A presença das famílias, mães, avós é muito marcante no documentário. Vendo as dificuldades enfrentadas por estas no sustento da família, é possível perceber que somos realmente um produto de nossas famílias. Na maioria das entrevistas com as mães, elas ressaltavam que o seu sonho era um futuro melhor que os delas. Queriam ver suas filhas estudando e planejando uma vida melhor do que a realidade vivenciada por elas nesse momento, em que elas necessitam ter uma postura como esposas e mães, onde de fato deveriam estar brincando, estudando. O assunto é bem delicado e envolve uma série de questões complexas relacionadas a programas de governo, planejamento familiar, questões religiosas dentre outras. O que se destaca é que não basta o governo criar programas e distribuir métodos contraceptivos como pílulas e preservativos, se este não dá condições de sustento mais digno às famílias, para que essas possam desempenhar melhor o seu papel, sendo os pais e as mães mais presentes na criação dos seus filhos e de suas filhas.
*A menina das fotos se chama Evelin, tem 13 anos, engravidou de um namorado de 22 anos que acabou de sair do tráfico de drogas, passado algum tempo das gravações ela ficou viúva.
terça-feira, 18 de agosto de 2015
MILK: A voz da igualdade
Natany Avelar
Priscila Oliveira
Sinopse: Milk,
um rapaz carismático e bem-humorado, muda-se de Nova Iorque para São
Francisco em 1972, onde planejava com o namorado abrir uma loja de
fotografia na rua Castro, onde à época os gays não eram bem recebidos. Milk
resiste e em pouco tempo todo o bairro Castro torna-se referência na luta pelos
direitos dos homossexuais.
A luta de Milk o
transformou em um líder político, comandando campanhas nacionais pelos direitos
dos gays, recebendo inclusive apoios conservadores, como do então aspirante à
presidência Ronald Reagan.
Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Milk_(filme)
Reflexões
O filme é baseado na
história real de vida de Harvey Milk e trata de questões sociais muito
relevantes, além de demonstrar claramente as relações de poder e a capacidade de
transgressão que possuímos.
Vivemos em diversidade,
sabendo que cada pessoa é única, mas essa diversidade ainda incomoda uma parte
da sociedade, que teima em negá-la, em fingir que nada acontece . Mesmo sabendo
que não há nenhum ser igual ao outro, as pessoas tentam criar padrões, verdades
absolutas,“modelos” de vida em sociedade tidos como ideais.
Mas onde ficam as
características pessoais? Onde ficam as próprias escolhas? É melhor viver “fora
do padrão” ou ser infeliz? “Cada qual tem sua história de vida , estrutura
genética , psíquica e acima de tudo está envolvido com sua crença, cultura,
valor e realidade socioeconômica e espiritual” (NASCIMENTO, 2011). Assim, todo
e qualquer ser humano é diferente, não existindo a dicotomia entre o certo e o
errado.
Mas ainda assim, uma
parte da sociedade (a que se considera certa) quer controlar a vida de todas as
pessoas, fazendo com que as diferenças sejam vistas como erradas ou absurdas. “No filme fica explícita a obrigação
social da invisibilidade, do silêncio em torno das relações homoafetivas, do
estigma e preconceito”(KLEBA, 2011).
Preconceito esse que faz com que muitas pessoas
deixem de ser ou escondam quem realmente são por medo ou insegurança. “No
Brasil continua a existir um grande número de pessoas homossexuais que não
assumem sua condição perante a sociedade, perante a família” (KLEBA, 2011).
E então, será justo querer que os outros sejam como
a sociedade, na qual todos e todas nós estamos incluídos, ou vale a pena
expandir os horizontes da percepção de que cada ser é único e precioso na sua
individualidade.
REFERÊNCIAS
KLEBA,
Teresa. Reflexão
sobre o filme "Milk, a voz da igualdade" - Por Teresa Kleba.
Disponível em: <http://petsso.blogspot.com.br/2011/05/reflexao-sobre-o-filme-milk-voz-da.html)>
Acesso em: 05 de ago. 2015.
NASCIMENTO,
Adriana Camargo do. Preconceitos em sociedade: Homossexualidade. Disponível em:
<http://www.campograndenews.com.br/artigos/preconceitos-em-sociedade-homossexualidade>
Acesso em: 05 de ago. 2015.
quarta-feira, 6 de maio de 2015
ANJOS DO SOL
Maria é uma menina de 12 anos, que mora
no interior do nordeste brasileiro. No verão de 2002 ela é vendida por seu pai a
um recrutador de prostitutas. Após ser comprada em um leilão de meninas
virgens, Maria é enviada a um prostíbulo localizado perto de um garimpo, na
floresta amazônica.
Após meses sofrendo abusos, ela consegue fugir e passa a
cruzar o Brasil através de viagens de caminhão. Mas, ao chegar no Rio de
Janeiro, a prostituição volta a cruzar seu caminho.
O roteiro do filme foi inspirado em
fatos divulgados em testos e publicações da imprensa brasileira e de
organizações não governamentais.
Com: Fernanda
Carvalho, Antônio Calloni, Otávio Augusto, Bianca Camparato, Chico Dias, Mary Sheila, Vera Holtz, Darlene Gloria
Direção: Rudi Lagemann
Gênero: Drama
Nacionalidade: Brasil
Lançamento: 18 de agosto de 2006
Fonte: Site Adorocinema. Disponível em:
<http://www.adorocinema.com/filmes/filme-140936/> Acesso em: 06/05/2015