segunda-feira, 8 de setembro de 2014

DIREITOS SEXUAIS SÃO DIREITOS HUMANOS


UNIVERSIDADE FEDERAL DE LAVRAS
PIBID PEDAGOGIA

Direitos sexuais são Direitos Humanos

Por: Marco Polo Amaral

Os direitos sexuais são direitos humanos universais baseados na liberdade, dignidade e igualdade para todos os seres humanos. Saúde sexual é o resultado de um ambiente que reconhece, respeita e exercita estes direitos sexuais.
Durante o XV Congresso Mundial de Sexologia, ocorrido em Hong Kong (China), entre 23 e 27 de agosto de 1999, a Assembleia  Geral da WAS – World Association for Sexology, aprovou as emendas para a Declaração de Direitos Sexuais, decidida em Valência, no XIII Congresso Mundial de Sexologia, em 1997.
Saúde sexual é um direito fundamental, então saúde sexual deve ser um direito humano básico. Para assegurarmos que os seres humanos e a sociedade desenvolva uma sexualidade saudável, os seguintes direitos sexuais devem ser reconhecidos, promovidos, respeitados e defendidos por todas sociedades de todas as maneiras.

DIREITOS SEXUAIS

I. O DIREITO À LIBERDADE SEXUAL – A liberdade sexual diz respeito à possibilidade dos indivíduos em expressar seu potencial sexual. No entanto, aqui se excluem todas as formas de coerção, exploração e abuso em qualquer época ou situações de vida.
II. O DIREITO À AUTONOMIA SEXUAL, INTEGRIDADE SEXUAL E À SEGURANÇA DO CORPO SEXUAL – Este direito envolve a habilidade de uma pessoa em tomar decisões autônomas sobre a própria vida sexual num contexto de ética pessoa e social. Também inclui o controle e prazer de nossos corpos livres de tortura, mutilação e violência de qualquer tipo.
III. O DIREITO À PRIVACIDADE SEXUAL – O direito às decisões individuais e aos comportamentos sobre intimidade desde que não interfiram nos direitos sexuais dos outros.
IV. O DIREITO A LIBERDADE SEXUAL – Liberdade de todas as formas de discriminação, independentemente do sexo, gênero, orientação sexual, idade, raça, classe social, religião, deficiências mentais ou físicas.
V. O DIREITO AO PRAZER SEXUAL – prazer sexual, incluindo autoerotismo, é uma fonte de bem estar físico, psicológico, intelectual e espiritual.
VI. O DIREITO À EXPRESSÃO SEXUAL – A expressão é mais que um prazer erótico ou atos sexuais. Cada indivíduo tem o direito de expressar a sexualidade através da comunicação, toques, expressão emocional e amor.
VII. O DIREITO À LIVRE ASSOCIAÇÃO SEXUAL – significa a possibilidade de casamento ou não, ao divórcio, e ao estabelecimento de outros tipos de associações sexuais responsáveis.
VIII. O DIREITO ÀS ESCOLHAS REPRODUTIVAS LIVRES E RESPONSÁVEIS – É o direito em decidir ter ou não ter filhos, o número e tempo entre cada um, e o direito total aos métodos de regulação da fertilidade.
IX. O DIREITO À INFORMAÇÃO BASEADA NO CONHECIMENTO CIENTÍFICO – A informação sexual deve ser gerada através de um processo científico e ético e disseminado em formas apropriadas e a todos os níveis sociais.
X. O DIREITO À EDUCAÇÃO SEXUAL COMPREENSIVA – Este é um processo que dura a vida toda, desde o nascimento, pela vida afora e deveria envolver todas as instituições sociais.
XI. O DIREITO A SAÚDE SEXUAL – O cuidado com a saúde sexual deveria estar disponível para a prevenção e tratamento de todos os problemas sexuais, precauções e desordens.

REFERÊNCIAS
Educação Inclusiva: Tecendo Gênero e Diversidade Sexual Nas Redes De Proteção Direitos Sexuais são Direitos Humanos. Disponível em: <http://www.ded.ufla.br/ei/18_de_maio.htm> Acesso em 30 de maio 2014
Declaração dos Direitos Sexuais. Disponível em:<http://www.dhnet.org.br/direitos/sos/gays/direitossexuais.html> Acesso em 30 de maio de 2014.

Para acessar o texto no Slideshare clique no link: Os direitos sexuais são direitos humanos.

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

CRIANÇA A ALMA DO NEGÓCIO

                                                                                                                           Por: Marco Polo Amaral

O documentário "Criança, A Alma do Negócio", dirigido pela cineasta Estela Renner e produzido por Marcos Nisti, mostra que no Brasil o público infantil se tornou alvo preferencial da publicidade que atualmente vê a criança como um consumidor em potencial de marcas e produtos tendo forte influencia sobre os hábitos de consumo das famílias. 
Aborda ainda como a influencia da sociedade de consumo e das mídias de massa impactam na formação de crianças e adolescentes, influenciando até mesmo as relações das crianças com as brincadeiras que cada vez mais vem sendo substituídas por visitas aos shoppings, por mídias digitais , redes sociais e aparelhos eletrônicos.
O vídeo conta com a participação de estudiosos do assunto como o educador e psicólogo francês naturalizado brasileiro Yves de La Taille especializado em desenvolvimento moral, professor do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo e Clóvis de Barros Filho Doutor em Ciência da Comunicação da escola de Comunicação e a Artes da Universidade de São Paulo e ainda com depoimentos de pedagogo/as, psicólogos/as, educadores/as e das próprias crianças versando sobre como a publicidade e a televisão podem e estão influenciando o consumo.



REFERÊNCIAS
CRIANÇA, a alma do negócio. Produção: Estela Renner e Marcos Nisti. SãoPaulo: Maria Farinha Produções, 2007. 49 min. Color. Port. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=ur9lIf4RaZ4> Acesso em 18 de agosto 2014.

INSTITUTO ALANA. Disponível em:<http://defesa.alana.org.br/post/28846064502/crianca-a-alma-do-negocio-mostra-como-no-brasil>. Acesso em: Acesso em 18 de agosto 2014.


sábado, 26 de julho de 2014

PRECIOSA: A SAGA DE UMA JOVEM EXCLUÍDA E VIOLENTADA SEXUALMENTE


UNIVERSIDADE FEDERAL DE LAVRAS
PIBID PEDAGOGIA

Preciosa: a saga de uma jovem excluída e violentada sexualmente

Por: Zélia Clarinda de Assis

O drama do filme “Preciosa” projeta a rotina de vida de uma jovem que está grávida de seu segundo filho; ambos são frutos de violência sexual, cujo autor da violência é seu próprio pai.
Como uma típica garota de periferia, Preciosa sofre a situação de marginalização por ser de uma família pobre e negra nos Estados Unidos na década de 1970. Além disso, Preciosa é uma jovem obesa, o que lhe acarreta mais um forte estigma social. Sonha, portanto, em ser uma garota branca e magra de cabelos lisos, mas como tal sonho é impossível, se contentaria em pelo menos, namorar um rapaz de pele clara, perfazendo o ideal racista de “branqueamento” muito difundido décadas atrás.
Neste contexto de exclusão, a família de Preciosa não poderia ser pior. Seu pai a estupra eventualmente, trabalha o dia todo nos afazeres domésticos, especialmente na cozinha (que aliás, admite gostar de cozinhar), além de suportar a violência doméstica cometida por sua mãe que constantemente a constrange com palavras de baixo calão. Interessante que Preciosa parece suportar tudo isso com certa resignação, deixando-se iludir por devaneios de uma vida em uma família idealizada. No filme esses devaneios são constantes quando mostra os casos mais críticos de violência.
A relação de Preciosa com sua mãe é intrigante. Esta é ciente do incesto do marido para com a filha, mas nada fez para evitar essa situação. No final do filme, revela frente à assistente social que tinha graves ciúmes de sua filha que teria “roubado” seu “homem”. Por isso mesmo a odiava. Preciosa admite que não conhecia outra forma de amor além daquela fornecida pelo incesto.
Neste contexto de violência doméstica e marginalização e de uma escola que não contemplava as diferenças, Preciosa não conseguiu grandes avanços na Educação, de modo que, sem ler nem escrever, é orientada pela Diretora da escola que frequenta a se matricular em uma escola alternativa, composta por alunas com diversos problemas estruturais. Aí, nesse novo ambiente escolar, se descobre como ser humano capaz de conscientizar-se, refletindo sobre sua própria situação existencial, graças sobretudo, à atitude da nova professora que fomenta a participação dos/das alunos/as em sala de aula, ouvindo seus dilemas e aconselhando-os/as.
Ao dar à luz seu segundo filho, Preciosa vê-se obrigada a pedir ajuda a professora que a acolhe temporariamente em sua residência. Nesse ínterim, descobre que a professora mantém um relacionamento homoafetivo com outra mulher, contribuindo para destruir seus preconceitos com relação à homossexualidade.
Posteriormente consegue vaga em um abrigo para jovens, sempre acompanhada por seu recém-nascido que não deixa ser posto para adoção. Alega que não pretendia perder o filho.
No final do drama, a notícia de que o pai morrera de Aids a faz confirmar que também está infectada com esse vírus, o que não a impede de seguir em frente em sua trajetória de superação dos contextos de exclusão e violência.


Referência:
Preciosa: uma História de Esperança. Dublado. Direção de Lee Daniels, Estados Unidos: 2009. Disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=iwuU9guf7nI   Acesso em: 08 de maio de 2014.

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sábado, 12 de julho de 2014



MINHA VIDA EM COR-DE-ROSA

                                                                                                                           Por: Marco Polo Amaral

“Ludovic (Georges Du Fresne) vive com a sua família em um belo e tranquilo subúrbio de Paris. Mas a pacata vida de sua família irá transformar-se quando o pequeno Ludo revela o seu maior sonho: ele tem toda certeza de que quer ser uma garota.
Divertida e emocionante, essa premiada e comovente história é permeada de fantasia e trata da aceitação das diferenças com uma doçura inigualável.”
Fonte: Interfilmes






Trailer


Ficha do filme:
Título no Brasil: Minha Vida em Cor-de-Rosa
Título Original: Ma vie en rose
Ano de Lançamento: 1997
País de Origem: Bélgica / França / Reino Unido
Duração: 88 minutos
Direção: Alain Berliner
Estúdio/Distribuição: Classic Line

REFERÊNCIA
Site Interfilmes. Minha vida em cor de rosa. Disponível em: <http://www.interfilmes.com/filme_19485_Minha.Vida.em.Cor.de.Rosa-(Ma.vie.en.rose).html> Acesso em: 12 de junho 2014



sexta-feira, 11 de julho de 2014

MINICURSO ARTE E EDUCAÇÃO - MULHERES NAS ARTES


O minicurso, de caráter reflexivo, discutirá a (in)visibilidade das mulheres nas artes. As discentes do Programa de Pós Graduação em Educação da Universidade Federal de Lavras, sob a orientação da Professora Drª Cláudia Maria Ribeiro elegeram algumas artistas nacionais e as apresentará, com intuito de problematizar a inserção das mulheres nos mais diversos tipos de artes.

Programação
Data: 19/07/2014
Período: 08h00 às 17h00
Loca: Anfiteatro Departamento de Educação UFLA
Carga Horária: 08 Horas
Certificado: Será conferido certificado de participação no evento.
Vagas 35 (Limitadas)

INSCRIÇÕES: Deverão ser realizadas através de formulário eletrônico no seguinte endereço: https://docs.google.com/forms/d/13i2YMClZMsnhs4GW0USbBp5GByYI5DuNgk9sVCda1jc/viewform?usp=send_form#start=openform

08h00 Credenciamento e Café
09h00 Profª Drª Cláudia M. Ribeiro: Artemísia Genti-leschi - Pintora
09h40 Ana Cristina Sá: Chiquinha Gonzaga - Musicista
10h20 Cleonice M. Silva: Julieta de França - Escultora
11h00 Andresa Lima: Adriana Varejão - Artista plástica
14h00 Maria Camila Lima: Djanira da Motta e Silva - Pintora, desenhista, ilustradora e cenógrafa
14h40 Catia A. Verissimo: Nair Benedicto - Fotógrafa
15h20 Café
15h40 Simone Torres: Ana Botafogo - Bailarina
16h20 Rita de Cássia Batista: Mag Magrela - Grafiteira
17h00 Encerramento.


LINKS ÚTEIS

                                                Departamento de Educação - UFLA


 Projeto Tecendo Gênero e Diversidade Sexual nos Currículos da Educação Infantil                                                Projeto Educação Inclusiva: Tecendo Gênero e Diversidade Sexual nas Redes de Proteção


 Fórum Sul Mineiro de Educação Infantil                                                Grupo de Trabalho (GT 23) "Gênero, Sexualidade e Educação"





  



sábado, 5 de julho de 2014



BILLY ELLIOT

"Billy Elliot (Jamie Bell) um garoto de 11 anos que vive numa pequena cidade da Inglaterra, onde o principal meio de sustento são as minas da cidade. Obrigado pelo pai a treinar boxe, Billy fica fascinado com a magia do balé, ao qual tem contato através de aulas de dança clássica que são realizadas na mesma academia onde pratica boxe. Incentivado pela professora de balé (Julie Walters), que vê em Billy um talento nato para a dança, ele resolve então pendurar as luvas de boxe e se dedicar de corpo e alma dança, mesmo tendo que enfrentar a contrariedade de seu irmão e seu pai sua nova atividade."

Fonte: Site Adorocinema.

Trailer (em inglês)


Ficha do filme
Duração: 1h51min     
Direção: Stephen Daldry
Com: Jamie Bell, Gary Lewis, Julie Walters mais
Gênero: Comédia dramática , Musical
Nacionalidade: Reino Unido


Ano de produção: 1999

REFERÊNCIA 
Site Adorocinema. Billy Elliot. Disponível em: < http://www.adorocinema.com/filmes/filme-11295/> Acesso em 05 de junho de 2014


quinta-feira, 3 de julho de 2014

SEMINÁRIO "AMPLIANDO DIÁLOGOS"

                                                                                                                           Por: Marco Polo Amaral

O Seminário "Ampliando Diálogos", organizado pelos coordenadores do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência - Pibid da Universidade Federal de Lavras - UFLA foi  realizado no dia 07 de junho de 2014, teve como objetivo proporcionar a integração entre os bolsistas do vários Pibids da Universidade e um debate sobre as ações que estão sendo desenvolvidas nas escolas de Lavras.
O evento realizou-se no salão de convenções da UFLA, com apresentação de pôsteres sobre os trabalhos realizados pelos Pibids, e com uma palestra proferida pelo professor da Universidade São Paulo - USP Marcos Neira abordando o tema  "Vivendo a diversidade no cotidiano escolar".