Artigo publicado na revista online
Textura da ULBRA – Universidade Luterana do Brasil, (v. 16, n.32 (2014)) pela
Prof.ª Dra. Cláudia Maria Ribeiro e Prof.ª Ma. Carolina Faria Alvarenga do
DED-UFLA, relatando as atividades, experiências, inquietações, construções,
desconstruções e reconstruções das coordenadoras, supervisoras e bolsistas do
PIBID Pedagogia da UFLA, no trabalho com as temáticas das sexualidades e das
relações de gênero com crianças de 1º a 4º anos de uma escola municipal do
município de Lavras-MG, tendo como foco a fala das crianças sobre sexualidade e
relações de gênero identificadas nos diversos momentos das oficinas realizadas
com as crianças.
terça-feira, 13 de janeiro de 2015
quinta-feira, 8 de janeiro de 2015
quarta-feira, 7 de janeiro de 2015
REUNIÃO NA ESCOLA MUNICIPAL UMBELINA AZEVEDO AVELLAR - 4/12/2014
Giane Maria Costa Pereira
Natany Avelar Silva
A reunião foi um sucesso! Iniciou com a palavra da diretora, sobre a
importância do trabalho dos professores e a apresentação Profa. Cláudia.
Em seguida, a Profa. Cláudia falou sobre o trabalho com gênero e
sexualidade, expressou-se muito bem e envolveu os ouvintes com os depoimentos.
Natany e Giane falaram sobre as atividades do PIBID. A Giane iniciou
contando sua experiência e as oficinas realizadas do 6º ao 9º ano e Natany relatou as atividades realizadas como
1º ano destacando os novos olhares que o tema
propicia e as inúmeras formas de desenvolvê-lo em sala de aula.
Após os depoimentos a Profa. Cláudia mostrou o livro "Tecendo"
e perguntou quem já conhecia e alguns professores disseram conhecer.
Enfatizamos que a leitura do livro é prazerosa e os professores aceitaram o
convite para a leitura e confecção de uma síntese em grupo recebendo um certificado
de 40 horas, ao final do capacitação.
Finalizamos a reunião debaixo de uma chuva tremenda, o que
impossibilitou nossa saída de imediato e ficamos em um leve bate-papo, onde a
Cláudia e a Tatinha fizeram relatos maravilhosos, seguidos por falas interessantíssimas
de experiências pessoais de alguns professores.
TRAVESSIAS EM EDUCAÇÃO E SAÚDE: EXPERIÊNCIAS EM GÊNERO E SEXUALIDADES – Dissertação de mestrado da discente do PPGE Luciene Aparecida Silva
Por:
Melissa Cristiane Pereira
A mestranda Luciene
apresentou sua dissertação ao Programa de Pós-graduação em educação do
Departamento de Educação da UFLA. A discente do PPGE, sob a orientação da
Profa. Dra. Cláudia Maria Ribeiro problematizou experiências vividas em uma
instituição manicomial do interior de Minas Gerais focando nos processos
educativos dessa instituição. Apresenta as oficinas terapêuticas como os
referidos processos educativos e como experiências e que tais processos nos
tocam e provocam mudanças.
As narrativas de sua dissertação
discutem as oficinas de músicas, desenhos, poemas, poesias realizadas. Estas
eram vistas pelos “usuários” como espaço de liberdade onde os textos
evidenciavam o gosto pelas poesias e admiração pela escola e pela educação.
Foram desenvolvidas também peças de teatro como O Alienista e o Casamento do
Jeca. Os processos educativos contemplaram também a produção de: Blog de
parede, Oficinas, Livro a partir de poemas desencadeados com a leitura da obra
de Cora Coralina, Cd contendo as músicas que marcaram a vida desses usuários. Essas
narrativas viraram poemas que contavam suas histórias, pelos rótulos, pela
discriminação pois as palavras do louco não são, muitas vezes, ouvidas.
Destaco do trabalho da
Luciene trechos que chamaram minha atenção como:
- Pensar gênero junto com a loucura;
- Ser diferente não significa capacidade de exclusão;
- Há uma possibilidade no poder na capacidade de se produzir sujeitos;
- Como encaramos as diferenças hoje e como estamos excluindo os loucos de hoje?
- Oficinas gêneros sexualidades e liberdade;
- Racismo de estado - inimigos de estado;
- Que padronização das sexualidades são estas hetero é normal e homo é anormal;
- Convite para analisar os dispositivos – E que o dispositivo é um conjunto heterogêneo;
- Escolinha como uma escola diferente (os usuários viam aquele momento como um momento de estar na escola e de ser uma escola diferente, pois eles desejavam estar na escola e não tiveram a oportunidade);
- Foucault produz o conceito de espaços heterotópicos;
- Heterotopia;
- Discussão como ser mulher (A mulher é vista como uma super heroína onde precisa dar conta de ser mãe, trabalhar, lavar, passar, cozinhar, etc);
Além de emocionante foi muito
gratificante fazer parte da defesa da Luciene; valeu como experiência e
aprendizado; percebi que um trabalho do porte do dela foi feito a muitas mãos e
que nós como alunos e alunas não estamos sozinhos.
Duas coisas eu levo desta experiência:
Que precisamos muitas vezes desaprender
para aprender e que estamos numa travessia onde temos duas margens, mas muitos
vão em busca da terceira margem citada na dissertação.
Pergunto: qual é a exigência de cada
margem???? E qual margem queremos para nós????
Fica o convite para a leitura da
dissertação de Luciene.
Por: Natany Avelar Silva
Em sua dissertação, a
mestranda relatou os esforços da luta anti-manicomial, para isso ela se
envolveu em um trabalho bastante emocionante e especial. Luciene vivenciou
importantes acontecimentos junto à pacientes de uma instituição em Minas
Gerais.
Ao se lembrar de alguns
momentos e da importância dessa pesquisa para ela, a mestranda se emocionou.
O trabalho realizado
naquela instituição chamado pelos pacientes de "escolinha", contou
com produção de textos e poemas, discussão sobre músicas e todos esses textos
culturais articulados com o tema gênero e sexualidade. A partir desse trabalho,
a mestranda pode perceber como a influência social pode "moldar"
indivíduos e pensamentos, construindo formas de preconceito. Assim, também
ficou clara a importância de perceber as diversas possibilidades e não apenas a
dicotomia entre o certo e o errado.
Enfim, a defesa da
dissertação da mestranda Luciene, foi muito válida e enriquecedora,
principalmente para nós, bolsistas do PIBID, que pudemos participar de outro
espaço na academia e lidar com o tema gênero e sexualidade em um contexto
diferente.
terça-feira, 23 de dezembro de 2014
TECENDO GÊNERO E DIVERSIDADE SEXUAL NOS CURRÍCULOS DA EDUCAÇÃO INFANTIL – FALAS TEMÁTICAS NOS ENCONTROS
Fala do professor Ricardo Castro e Silva em Campinas
sobre "Sexualidades e Infâncias"
Fala do professor Paulo Reis dos Santos para
cursistas na UNICAMP - "Preconceito, Discriminação, Direitos Humanos e
Homofobia"
Fala da Professora Doutora Tânia Regina de Souza
Romero do Departamento de Ciências Humanas/UFLA, para cursistas de Lavras/MG,
intitulada:"A Constituição da Sexualidade na Infância pela Escrita da
Educadora". (organizando escrita/relatos)
Fala de Thomaz Spartacus e Wescley Dinali, da equipe
de Juiz de Fora (UFJF), para as cursistas em Lavras/UFLA/MG sobre
"Problematizando Acontecimento e Resistência no Cotidiano Escolar: por uma
educação menor?"
Fala do Professor Doutor Anderson Ferrari, em Juiz
de Fora: "Mãe! e a Tia Lú? É Menino ou Menina? - Corpo, Imagem e
Educação"
Fala da Professora Carolina Alvarenga do DCH/UFLA:
"Gênero e Educação Infantil: Uma Relação Necessária."
Fala de Gabriela Silveira Meirelles da UFJF
"Linguagens na Educação Infantil e sua Articulação às Questões de Gênero e
Sexualidade"
Fala da Professora Doutora Cláudia Ribeiro da UFLA
"À Flor da Pele"
"Multiplicidades de (im)possibilidades para
(re)siginificar as infâncias" fala da Professora Doutora Cláudia Ribeiro
da UFLA
Fala do Professor Roney Polato de Castro, no curso
em Juiz de Fora, sobre: "Violência"
Fala do Professor Roney Polato de Castro e da
Professora Marilda de Paula Pedrosa, no curso em Juiz de Fora, sobre:
"Normal...Anormal...Identidades Sexuais e de Gênero na Educação
Infantil"
Fala do Professor Roney Polato de Castro, no curso
em Juiz de Fora, sobre: "Gênero e Diversidade Sexual no Projeto
Político-Pedagógico?"
Fala do Professor Roney Polato de Castro, no curso
em Juiz de Fora, sobre: "Panorama Conceitual:Sexualidade e Diversidade
Sexual"
OFICINA: GÊNERO E SEXUALIDADE – PRESÍDIO DE LAVRAS
Por: Juliana Graziella
Martins Guimarães
No dia 25 do mês de setembro, foi realizada
na Unidade Prisional de Lavras, uma oficina sobre gênero e sexualidade, que
teve como objetivo esclarecer questões referentes a gênero e sexualidade sob a
perspectiva da formação da masculinidade e feminilidade a partir dos
personagens João e Maria, respectivamente. Além de trabalhar aspectos como
afetividade, respeito e interação social, resultando em um momento
participativo e prazeroso. Os curtas em formato de desenho animado “Minha vida
de João” e “Era Uma Vez Outra Maria” foram exibidos aos alunos, que ao final
foram provocados a participarem com reflexões ilustradas por meio de recontos e
desenhos das cenas marcantes.
Durante a exibição da história de João, alguns
custodiados manifestaram a respeito das intervenções feitas pelo lápis, dizendo
que ele representava a sociedade e tudo aquilo que ela nos impõe.
Outra manifestação marcante durante
a oficina aconteceu no momento em que João engravidou Maria. Para os
custodiados ali presentes o choro de João não aliviaria ou diminuiria a
responsabilidade de assumir o filho.
Durante a exibição de “Era Uma Vez
Outra Maria”, a maioria constatou que João era o tipo de pessoa que aceitava
tudo que a sociedade lhe impunha, ao contrário de Maria que escrevia a sua
história como queria, e lutava contra uma sociedade machista repleta de padrões
pré-estabelecidos.
Questões acerca do respeito ao
próximo, empatia e lutas contra uma sociedade machista e desigual foram
levantadas. Colocações como “pra mulher é sempre mais difícil”, “aí o João
perdeu!”, “vai chorar agora João?” estabeleceram uma conversa descontraída e
agradável a todos.
A atividade foi registrada na
Intranet da Secretaria de Estado de Defesa Social, possibilitando que outras
Unidade Prisionais do Estado partilhassem dessa experiência única e produtiva
que rendeu algumas conversas pelos corredores do Presídio e em outros momentos
de atendimento aos presos conforme relatos de alguns profissionais que compõe a
equipe multidisciplinar de atendimento.
MONÓLOGO “O CONTADOR DE HISTÓRIAS”
Por: Juliana Graziella Martins Guimarães
No dia 10 do mês de dezembro, apresentei
o monólogo “O Contador de Histórias” para as turmas da disciplina de Psicologia
da Educação na UFLA.
Vestir-me de um brasileiro que é uma
exceção nas estatísticas brasileiras, por quem tenho grande admiração, para
apresentar a sua história é uma experiência fantástica.
Nas turmas do período da manhã, foi
possível perceber a distância com relação a história de Roberto. Os alunos e
alunas ali presentes não conheciam a história e sequer sabiam da existência
dele. Quanto a instituição FEBEM a maioria não fazia ideia do que era e como
essas instituições voltadas a ressocialização de menores não tem estrutura e
incentivo para acompanha-los e reintegrá-los à sociedade. Além disso opiniões
acerca de redução de maioridade penal como tentativa de redução e até mesmo
solução para criminalidade se fizeram presentes.
Foi possível perceber que essas turmas
estavam mais interessadas em questões atuais e presentes nas páginas policiais
brasileiras, do que a real prova de superação dessas estatísticas por um
brasileiro que preferiu escrever e contar sua própria história.
No turno da noite, a turma se mostrou
mais interessada. Alguns conheciam a história de Roberto o que possibilitou uma
conversa mais fluente e agradável. Não estavam presos às questões policiais e
criminais, atendando para os detalhes da história, a desenvoltura e a maneira
como o personagem resolvia seus conflitos e a importância de se permitir ser
ensinado, ajudado e cuidado.
sexta-feira, 19 de dezembro de 2014
terça-feira, 16 de dezembro de 2014
CASA-GRANDE E SENZALA (1ª Ed.: 1933) Gilberto Freyre
Por: Zélia Clarinda de Assis
Este livro é um
excelente texto cultural para caracterizar a
historiografia nacional. O nome do autor: Gilberto
Freyre dispensa comentários. Sua obra-prima (um monumento com mais de 700
páginas) apesar de ter sido escrito na década de 1930 (com todos os
preconceitos epistemológicos da época) continua sendo leitura obrigatória para
quem deseja aprofundar sobre a história do Brasil, mais precisamente, sobre as
relações sociais entre as três etnias que marcaram a fundação de nossa
civilização: a portuguesa, a indígena e a negra. De forma bem agradável e até
irônica, sua leitura é um passeio pelos dilemas da sociedade escravocrata,
desde o nascimento dos meninos de engenho até a morte dos barões e seus
lacaios. O grande mérito do livro foi explicitar as relações de gênero dentro
do contexto patriarcal da época (do século XVI ao XVIII), incluindo os
desmandos das baronesas, a submissão da mulher perante o marido e a
miscigenação com as escravas. Enfim, relações sexuais que são articuladas às
relações de poder que vem da monocultura, sejam
canavieira ou cafeeira.
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