A campanha #primeiroassedio tem trazido à tona milhares de
histórias de violência sexual cometidas contra meninas e mulheres brasileiras.
Como fazer para prevenir e evitar que essas histórias se repitam com as
crianças de hoje? Essa é uma das preocupações da RNPI, que tem um grupo de trabalho
específico sobre Prevenção e Proteção contra as violências.
Uma dica para você, pai, mãe, educador, médico é o
livro Pipo e Fifi, que aposta na educação sexual para ensinar as crianças que
elas são as donas e tem o controle sobre o próprio corpo e compreender que tem
o direito a recusar toques e carinhos que não desejem.
Clique na
imagem para conhecer o livro e para fazer o download gratuito, veja também
outras dicas no site.
Slides da exposição dialogada, PEDAGOGIAS
CULTURAIS E AS VIOLÊNCIAS CONTRA CRIANÇAS , proferida pela Prof.ª TINA XAVIER - Prof.ª Dra.
Departamento de Educação da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. No dia 25/09/2015 no salão de convenções da Universidade
Federal de Lavras.
Este livro é
fruto de pesquisas e debates entre profissionais de várias áreas do conhecimento,
pedagogos/as, sociólogos/as, filósofos/as, psicólogos/as entre outros/as,
preocupados e preocupadas com o contexto cultural contemporâneo.
Para download do
livro clique na imagem, é necessário ter conta no slideshared.
A Mostra Cultural para marcar o
enfrentamento às violências sexuais contra crianças e adolescentes aconteceu em
Lavras no dia 29 de maio no salão de convenções da UFLA. Amostra foi pensada
para fortalecer os movimentos de luta contra tais brutalidades integrando as
ações do Projeto Borbulhando enfrentamentos às violências sexuais nas infâncias
no Sul de Minas Gerais. A partir dela foi idealizada a Mostra Itinerante com o
objetivo de problematizar o tema e levar informações e os resultados do evento
às pessoas dos municípios participantes.
Vencedores\as que não estavam
presentes no dia do evento foram premiados na sua própria sala de aula onde as
leituras das poesias foram feitas por toda a turma. Neste momento também eram
passados slides com as premiações em suas três categorias e as pessoas também
puderam manusear a cópia dos trabalhos. O percurso foi marcado por relatos
sofridos de todos que numa tentativa de aliviar a consciência traziam à tona
denúncias que há muito estavam trancadas na alma. A população das cidades
pequenas enfrentam o dilema de discar o número 100 e cair direto na PM o que
dificulta as denúncias pelo fato de terem que se identificar traz o medo de
enfrentar represálias.
Informamos criteriosamente que as
denúncias podem ser feitas anonimamente numa cidade maior por exemplo, mas
esclarecemos que em hipótese alguma o crime deve ficar encoberto. Explicamos
que sempre existiram tais violências e que o que as faz serem enfrentadas é a
coragem que alguém tem de ligar e delatar o criminoso. O impressionante é que
todas as escolas por onde passamos tinham histórias tristes para contar. A
questão que mais me inquietou foi o fato da história se repetir muitas vezes
com a negligência da família, dos\as profissionais da educação e principalmente
da própria mãe.
A Mostra Itinerante foi como uma
porta que se abre a novas possibilidades, com ela levamos a Cartilha Todos
Contra a pedofilia e o Guia Escolar contendo informações valiosas acerca desses
crimes, da vítima e como agem os criminosos. Todo o material foi muito bem
explorado por todas as instituições onde passamos, e aproveitamos para divulgar
nossos blogs PIBID e Borbulhando Estabelecemos vínculos de amizade e firmamos
parcerias para pleitear outras Mostras.
Dessa maneira a Mostra Itinerante
cumpriu seu objetivo de problematizar a questão das violências e foi além
trazendo a conscientização da população acerca dos perigos que rondam nossas
crianças e adolescentes.
Documentário dirigido por Sandra Werneck retrata a vida de quatro meninas grávidas na adolescência, que aprendem a dura realidade da vida adulta muito cedo, tendo que conviver com dificuldades e desafios que aparecem nessa difícil fase da vida. A gravidez na adolescência é uma realidade no Brasil, onde os números têm aumentado cada vez mais. A cineasta acompanhou durante um ano a vida dessas quatro meninas, numa favela do Rio e percebeu que a gravidez na adolescência pode ser desejada sim, mesmo que isso perpasse a questão da consciência e da sexualidade. Essas meninas, desde cedo assumem muitas responsabilidades dentro de casa, tendo de dividir os estudos, cuidar da casa dos pais e criar os irmãos menores.
Percebe-se então que o problema da gravidez na adolescência vai muito além da falta de informação, que todos acreditam que as classes mais baixas não possuem. Muita dessas meninas já tem conhecimento quanto ao assunto, e até acesso aos preservativos gratuitos como no próprio documentário consta. Na verdade é possível perceber, que nas classes sociais mais baixas as crianças deixam aquele universo infantil mais cedo para ajudar os pais que precisam sair para trabalhar. Nas classes sociais mais altas, a gravidez na adolescência também é encontrada, porém em algumas situações as meninas abortam por terem planos de cursarem faculdade, ter destaque profissional, por opressão dos próprios pais e acabam sendo sonhos que muitas vezes não fazem parte da realidade da população de baixa renda. Sendo assim é possível perceber que a gravidez na adolescência não é um problema das classes sociais mais baixas, mas é mais comum nelas. No documentário você vê envolvimentos das pessoas com o mundo do crime, meninas que aos 13 anos já estão viúvas. A presença das famílias, mães, avós é muito marcante no documentário. Vendo as dificuldades enfrentadas por estas no sustento da família, é possível perceber que somos realmente um produto de nossas famílias. Na maioria das entrevistas com as mães, elas ressaltavam que o seu sonho era um futuro melhor que os delas. Queriam ver suas filhas estudando e planejando uma vida melhor do que a realidade vivenciada por elas nesse momento, em que elas necessitam ter uma postura como esposas e mães, onde de fato deveriam estar brincando, estudando. O assunto é bem delicado e envolve uma série de questões complexas relacionadas a programas de governo, planejamento familiar, questões religiosas dentre outras. O que se destaca é que não basta o governo criar programas e distribuir métodos contraceptivos como pílulas e preservativos, se este não dá condições de sustento mais digno às famílias, para que essas possam desempenhar melhor o seu papel, sendo os pais e as mães mais presentes na criação dos seus filhos e de suas filhas.
*A menina das fotos se chama Evelin, tem 13 anos, engravidou de um namorado de 22 anos que acabou de sair do tráfico de drogas, passado algum tempo das gravações ela ficou viúva.
terça-feira, 18 de agosto de 2015
MILK: A voz da igualdade
Natany Avelar
Priscila Oliveira
Sinopse: Milk,
um rapaz carismático e bem-humorado, muda-se de Nova Iorque para São
Francisco em 1972, onde planejava com o namorado abrir uma loja de
fotografia na rua Castro, onde à época os gays não eram bem recebidos. Milk
resiste e em pouco tempo todo o bairro Castro torna-se referência na luta pelos
direitos dos homossexuais.
A luta de Milk o
transformou em um líder político, comandando campanhas nacionais pelos direitos
dos gays, recebendo inclusive apoios conservadores, como do então aspirante à
presidência Ronald Reagan.
Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Milk_(filme)
Reflexões
O filme é baseado na
história real de vida de Harvey Milk e trata de questões sociais muito
relevantes, além de demonstrar claramente as relações de poder e a capacidade de
transgressão que possuímos.
Vivemos em diversidade,
sabendo que cada pessoa é única, mas essa diversidade ainda incomoda uma parte
da sociedade, que teima em negá-la, em fingir que nada acontece . Mesmo sabendo
que não há nenhum ser igual ao outro, as pessoas tentam criar padrões, verdades
absolutas,“modelos” de vida em sociedade tidos como ideais.
Mas onde ficam as
características pessoais? Onde ficam as próprias escolhas? É melhor viver “fora
do padrão” ou ser infeliz? “Cada qual tem sua história de vida , estrutura
genética , psíquica e acima de tudo está envolvido com sua crença, cultura,
valor e realidade socioeconômica e espiritual” (NASCIMENTO, 2011). Assim, todo
e qualquer ser humano é diferente, não existindo a dicotomia entre o certo e o
errado.
Mas ainda assim, uma
parte da sociedade (a que se considera certa) quer controlar a vida de todas as
pessoas, fazendo com que as diferenças sejam vistas como erradas ou absurdas. “No filme fica explícita a obrigação
social da invisibilidade, do silêncio em torno das relações homoafetivas, do
estigma e preconceito”(KLEBA, 2011).
Preconceito esse que faz com que muitas pessoas
deixem de ser ou escondam quem realmente são por medo ou insegurança. “No
Brasil continua a existir um grande número de pessoas homossexuais que não
assumem sua condição perante a sociedade, perante a família” (KLEBA, 2011).
E então, será justo querer que os outros sejam como
a sociedade, na qual todos e todas nós estamos incluídos, ou vale a pena
expandir os horizontes da percepção de que cada ser é único e precioso na sua
individualidade.
REFERÊNCIAS
KLEBA,
Teresa. Reflexão
sobre o filme "Milk, a voz da igualdade" - Por Teresa Kleba.
Disponível em: <http://petsso.blogspot.com.br/2011/05/reflexao-sobre-o-filme-milk-voz-da.html)>
Acesso em: 05 de ago. 2015.
NASCIMENTO,
Adriana Camargo do. Preconceitos em sociedade: Homossexualidade. Disponível em:
<http://www.campograndenews.com.br/artigos/preconceitos-em-sociedade-homossexualidade>
Acesso em: 05 de ago. 2015.