O que bem se diz bem se entende
sexta-feira, 5 de dezembro de 2014
segunda-feira, 1 de dezembro de 2014
AS CONCEPÇÕES DE GÊNERO E AS CONSTRUÇÕES SOCIAIS DAS MASCULINIDADES E FEMINILIDADES A PARTIR DOS VÍDEOS “MINHA VIDA DE JOÃO” E “ERA UMA VEZ OUTRA MARIA”
Por: Giane Maria Costa Pereira
Marco Polo Amaral
A separação dos gêneros,
a visão e conceitos do que são as atribuições, comportamentos e estereótipos do
masculino e do feminino estão presentes em nossa cultura onde, historicamente,
as mulheres foram as responsáveis por desempenhar funções ligadas à sua
condição biológica de gerar. Como poderiam dar a luz, amamentar, ficaram
encarregadas do cuidado com a prole, além do carinho e da demonstração de
afeto. Ao homem coube o desempenho de outras funções que não as domésticas e
aos cuidados com filhos e filhas.
Desde
que nascemos somos educados/as para conviver em sociedade, porém de maneira
distinta, caso sejamos menino ou menina. Esta distinção influencia, por
exemplo, a decoração do quarto da criança, a cor das roupas e dos objetos
pessoais, a escolha dos brinquedos e das atividades de lazer. (BRASIL, 2009 p.
48)
O vídeo “Era uma vez
outra Maria” mostra como é a iniciação na vida doméstica e sexual da maioria das meninas, que constitui ajudar
a mãe a lavar, passar e cozinhar, estudar, arrumar um namorado, casar e ter
filhos e filhas.
Maria gostava de
futebol, mas nem por isso era menos feminina, porém sempre era apartada do
universo masculino. No vídeo a vida de Maria não se dá da forma como ela havia
planejado, pois engravida cedo e se vê as voltas com o filho, estudos e
emprego. No final Maria não fica com João arrumando outro namorado construindo
uma história de vida diferente da considerada socialmente ideal.
O vídeo “Minha vida de
João” mostra como é a construção da identidade do gênero masculino, permeado
por conceitos e concepções machistas, sofrendo influencia da relação do pai e
da mãe, do alcoolismo na família, da descoberta da sexualidade, das relações de
gênero, abordando ainda questões como o primeiro emprego, a gravidez inesperada
da namorada, as doenças sexualmente transmissíveis e a paternidade.
No vídeo João quando
fica sabendo da gravidez da namorada se embriaga, e os dois acabam brigando. Ameaçando
bater em Maria, João se lembra de situação parecida ocorrida com o seu pai e
sua mãe e rapidamente toma outra postura fazendo carinho em Maria aceitando sua
condição.
Nos
vídeos estão sempre presentes as figuras do lápis e da borracha que apagam e
desenham outras situações e ações para João e Maria, ou seja, representam as
imposições que ainda há em nossas famílias e sociedade em geral sobre quais
devem ser as características, modos de comportamento e todas as demais
concepções idealizadas e ainda arraigadas sobre o feminino e masculino.
A figura do lápis nos
dois vídeos poda o sentimento e vontades de ambos, substituindo pelo que é
socialmente aceitável e esperado para o masculino e feminino, a exemplo das
cenas em que Maria pensa em jogar futebol e o lápis apaga seus pensamentos e
intenções colocando uma boneca em seus braços. Da mesma forma quando João começa
a brincar com uma boneca e é substituída por uma arma de brinquedo.
“Minha vida de
João”
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“Era uma vez outra
Maria”
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REFERÊNCIAS
BRASIL. Gênero e diversidade na escola: formação de
professoras/es em Gênero, Orientação Sexual e Relações Étnico-Raciais. Livro de
conteúdo. Versão 2009. Rio de Janeiro: CEPESC; Brasília: SPM, 2009.
“Minha vida de João” (23
minutos) (2001). Produção Jah Comunicações. Direção Reginaldo Bianco.
Produtores: Instituto Promundo; Ecos Comunicação em Sexualidade; Instituto
Papai; Salud y Género.
“Era Uma Vez Outra Maria” (20 minutos) (2001). Produção Jah Comunicações.
Direção Reginaldo Bianco. Produtores: Instituto Promundo; Ecos Comunicação em
Sexualidade; Instituto Papai; Salud y Género.
domingo, 30 de novembro de 2014
HISTÓRIAS DE CRIANÇAS TRANSGÊNERAS
Por: Wanessa Nogueira de Abreu
O documentário a seguir, nos mostra histórias de três crianças que nasceram “morfologicamente” meninos ou meninas que não se sentiam confortáveis em seus corpos por perceberem que seus órgãos genitais não correspondiam com o que elas realmente eram, mas com o apoio da família, da escola e dos amigos, suas vidas se transformam.
Meu eu secreto (3/3)
PARTE 1
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PARTE 2
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PARTE 3
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quinta-feira, 20 de novembro de 2014
terça-feira, 18 de novembro de 2014
OFICINA REALIZADA NA ESCOLA ESTADUAL AZARIAS RIBEIRO
Por: Monica Andrade
O objetivo desta
oficina foi tentar intervir no processo de construção das masculinidades e
feminilidades a partir dos questionamentos sobre os brinquedos e brincadeiras.
Utilizando de
uma abordagem transversal, foi trabalhado o conteúdo de gênero na disciplina
Português, com leitura do texto; artes, com desenhos da parte do livro que as
crianças mais gostaram; matemática, com as formas geométricas sólidas e planas.
O ponto de
partida para a oficina foi a leitura do livro “O menino que ganhou uma boneca”
de Majô Baptistoni.
Em um segundo
momento, conversa informal com as crianças, que falaram suas experiências
pessoais, foram realizados comentários sobre o livro: se brincar de boneca é
somente para meninas, se brincar de carrinho é somente para meninos. No livro,
Paulinho tem uma experiência muito positiva brincando de boneca, mas não foi
fácil para ele superar, pois vivenciou a dicotomia: eu quero brincar de boneca
com eu não posso brincar de boneca, é coisa de menina!
No terceiro
momento, desenho livre relacionado ao livro, ”O menino que ganhou uma boneca”.
No quarto
momento, as formas geométricas sendo trabalhadas com sólidos. Como no livro “O
menino que ganhou uma boneca” os vários presentes que o personagem ganhou
retratam as formas geométricas, levamos os sólidos para trabalho. Embrulhamos
alguns brinquedos nas formas geométricas, em papel de presente. Foram eles
carrinho, boneca, chocalho e bola. As formas levadas: cubo, paralelepípedo,
esfera e pirâmide. As crianças teriam que descobrir o que havia dentro do
presente, fizemos uma roda no pátio, todas tocaram os presentes,manusearam, opinaram
e tiveram que descobrir qual era a forma geométrica sólida. Em seguida,
intencionalmente, escolhemos um menino para abrir o presente com a boneca e uma
menina para abrir o presente com o carrinho. Todos tiveram contato com todos os
brinquedos, que eram passados de uma criança para outra.
No quarto
momento, para finalizar esta oficina, entregamos giz a cada uma das crianças e
pedimos que desenhassem, no chão do pátio, personagens utilizando-se das formas
geométricas especiais: quadrado, triângulo, retângulo, círculo.
Esta oficina foi
(e será) de grande valia para desenvolvimento infantil, através de discussões
das relações humanas e da implicância destas relações no cotidiano,
desencadeando diálogos e reflexões sobre gênero, problematizando os
estereótipos na fala e comportamento das crianças.
BAPTISTONI,Majô.
O menino que ganhou uma boneca. Maringá:
Ed. Massoni, 2002.
quinta-feira, 13 de novembro de 2014
OFICINA “MINHA VIDA DE JOÃO” E.E. DORA MATARAZZO - 6°, 7°, 8° e 9° ANOS
Por: Juliana Graziella Martins Guimarães
Marco Polo Amaral
Natany Silva
A
partir desse pressuposto, a equipe do PIBID, por meio de oficinas pedagógicas
desenvolvidas com crianças e adolescentes, têm realizado um trabalho de
reflexão e aprofundamento de um tema que deixa professoras e professores tão
pouco a vontade e indiferentes às questões que inevitavelmente afloram e se
fazem presentes no cotidiano escolar.
O
trabalho teve como objetivo principal discutir a questão da construção das
identidades de gênero e sexual a partir do que se considera ser masculino ou
feminino, bem como a influência da família, mídia, escola e sociedade nessa
construção.
Para
a realização da oficina, foi exibido e discutido o vídeo “Minha Vida de João”.
Em seguida, foi proposto aos/as estudantes que elaborassem histórias em
quadrinhos a partir das imagens e situações do vídeo, onde deram "voz" as
personagens do vídeo de acordo com as interpretações e experiências pessoais de
cada um/a.
Com
as diversas discussões suscitadas pelo vídeo, identificamos como é forte
influência dos estereótipos e preconceitos em relação à homossexualidade e aos
“papeis” de gênero. Os desenhos realizados de forma livre pelos/as estudantes,
após assistirem o vídeo corroboraram que essas concepções são notadamente
influenciadas por representações as quais os/as estudantes têm contato desde
cedo por meio dos grupos sociais aos quais estão inseridos/as, principalmente a
família, escola e também a mídia.
As
oficinas, usando recursos audiovisuais, podem melhorar a convivência dos e das
estudantes na escola. Algum estranhamento acerca do tema, a princípio,
dificulta a realização de atividades propostas, porém, nos momentos em que
aconteceram as oficinas, os e as estudantes demonstraram interesse e colaboração
às atividades propostas e os temas puderam ser bem trabalhados e problematizados.
MATERIAL
PRODUZIDO POR ALUNOS/AS DO 6º ANO B
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MATERIAL
PRODUZIDO POR ALUNOS/AS DO 7º ANO
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MATERIAL
PRODUZIDO POR ALUNOS/AS DO 8º ANO
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MATERIAL PRODUZIDO
POR ALUNOS/AS DO 9º ANO
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Referência:
“Minha vida de
João” (23 minutos) (2001).
Produção Jah Comunicações. Direção Reginaldo Bianco. Produtores: Instituto
Promundo; Ecos Comunicação em Sexualidade; Instituto Papai; Salud y Género.
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quinta-feira, 6 de novembro de 2014
terça-feira, 14 de outubro de 2014
TRANSAMÉRICA
Por: Marco Polo Amaral
Bree
Osbourne (Felicity Huffman) é uma orgulhosa transexual de Los Angeles, que
economiza o quanto pode para fazer a última operação que a transformará
definitivamente numa mulher. Um dia ela recebe um telefonema de Toby (Kevin
Zegers), um jovem preso em Nova York que está à procura do pai. Bree se dá
conta de que ele deve ter sido fruto de um relacionamento seu, quando ainda era
homem. Ela, então, vai até Nova York e o tira da prisão. Toby, a princípio,
imagina que ela seja uma missionária cristã tentando convertê-lo. Bree não
desfaz o mal-entendido, mas o convence a acompanhá-la de volta para Los
Angeles.
Fonte: Site Adoro Cinema
Trailer do filme:
Ficha técnica:
Lançamento: 14 de julho de 2006 (1h43min)
Dirigido por: Duncan Tucker
Com: Felicity Huffman, Kevin Zegers, Fionnula Flanagan mais
Gênero: Drama , Comédia
Nacionalidade: EUAREFERÊNCIA:
Site Adorocinema. Transamérica. Disponível em: <http://www.adorocinema.com/filmes/filme-108597/> Acesso em: 14 de outubro 2014.
segunda-feira, 8 de setembro de 2014
DIREITOS SEXUAIS SÃO DIREITOS HUMANOS
UNIVERSIDADE FEDERAL DE LAVRAS
PIBID
PEDAGOGIA
Direitos sexuais são Direitos Humanos
Por: Marco Polo Amaral
Os
direitos sexuais são direitos humanos universais baseados na liberdade,
dignidade e igualdade para todos os seres humanos. Saúde sexual é o resultado
de um ambiente que reconhece, respeita e exercita estes direitos sexuais.
Durante
o XV Congresso Mundial de Sexologia, ocorrido em Hong Kong (China), entre 23 e
27 de agosto de 1999, a Assembleia Geral
da WAS – World Association for Sexology, aprovou as emendas para a Declaração
de Direitos Sexuais, decidida em Valência, no XIII Congresso Mundial de
Sexologia, em 1997.
Saúde
sexual é um direito fundamental, então saúde sexual deve ser um direito humano
básico. Para assegurarmos que os seres humanos e a sociedade desenvolva uma
sexualidade saudável, os seguintes direitos sexuais devem ser reconhecidos,
promovidos, respeitados e defendidos por todas sociedades de todas as maneiras.
DIREITOS SEXUAIS
I. O DIREITO À LIBERDADE SEXUAL – A
liberdade sexual diz respeito à possibilidade dos indivíduos em expressar seu
potencial sexual. No entanto, aqui se excluem todas as formas de coerção,
exploração e abuso em qualquer época ou situações de vida.
II. O DIREITO À AUTONOMIA SEXUAL,
INTEGRIDADE SEXUAL E À SEGURANÇA DO CORPO SEXUAL – Este direito envolve a
habilidade de uma pessoa em tomar decisões autônomas sobre a própria vida
sexual num contexto de ética pessoa e social. Também inclui o controle e prazer
de nossos corpos livres de tortura, mutilação e violência de qualquer tipo.
III. O DIREITO À PRIVACIDADE SEXUAL – O direito
às decisões individuais e aos comportamentos sobre intimidade desde que não
interfiram nos direitos sexuais dos outros.
IV. O DIREITO A LIBERDADE SEXUAL – Liberdade
de todas as formas de discriminação, independentemente do sexo, gênero,
orientação sexual, idade, raça, classe social, religião, deficiências mentais
ou físicas.
V. O DIREITO AO PRAZER SEXUAL – prazer
sexual, incluindo autoerotismo, é uma fonte de bem estar físico, psicológico,
intelectual e espiritual.
VI. O DIREITO À EXPRESSÃO SEXUAL – A expressão
é mais que um prazer erótico ou atos sexuais. Cada indivíduo tem o direito de
expressar a sexualidade através da comunicação, toques, expressão emocional e
amor.
VII. O DIREITO À LIVRE ASSOCIAÇÃO SEXUAL –
significa a possibilidade de casamento ou não, ao divórcio, e ao
estabelecimento de outros tipos de associações sexuais responsáveis.
VIII. O DIREITO ÀS ESCOLHAS REPRODUTIVAS LIVRES E
RESPONSÁVEIS – É o direito em decidir ter ou não ter filhos, o número e tempo
entre cada um, e o direito total aos métodos de regulação da fertilidade.
IX. O DIREITO À INFORMAÇÃO BASEADA NO
CONHECIMENTO CIENTÍFICO – A informação sexual deve ser gerada através de um
processo científico e ético e disseminado em formas apropriadas e a todos os
níveis sociais.
X. O DIREITO À EDUCAÇÃO SEXUAL COMPREENSIVA
– Este é um processo que dura a vida toda, desde o nascimento, pela vida afora
e deveria envolver todas as instituições sociais.
XI. O
DIREITO A SAÚDE SEXUAL – O cuidado com a saúde sexual deveria estar disponível para a prevenção e tratamento de todos os problemas sexuais, precauções e
desordens.
REFERÊNCIAS
Educação Inclusiva: Tecendo Gênero e Diversidade Sexual Nas Redes De Proteção Direitos Sexuais são Direitos Humanos. Disponível em: <http://www.ded.ufla.br/ei/18_de_maio.htm> Acesso em 30 de maio 2014
Declaração dos Direitos Sexuais. Disponível em:<http://www.dhnet.org.br/direitos/sos/gays/direitossexuais.html> Acesso em 30 de maio de 2014.
Para acessar o texto no Slideshare clique no link: Os direitos sexuais são direitos humanos.
segunda-feira, 18 de agosto de 2014
CRIANÇA A ALMA DO NEGÓCIO
Por: Marco Polo Amaral
O documentário "Criança, A Alma do Negócio", dirigido pela cineasta Estela Renner e produzido por Marcos Nisti, mostra que no Brasil o público infantil se tornou alvo preferencial da publicidade que atualmente vê a criança como um consumidor em potencial de marcas e produtos tendo forte influencia sobre os hábitos de consumo das famílias.
O documentário "Criança, A Alma do Negócio", dirigido pela cineasta Estela Renner e produzido por Marcos Nisti, mostra que no Brasil o público infantil se tornou alvo preferencial da publicidade que atualmente vê a criança como um consumidor em potencial de marcas e produtos tendo forte influencia sobre os hábitos de consumo das famílias.
Aborda ainda como a influencia da sociedade de consumo e das
mídias de massa impactam na formação de crianças e adolescentes, influenciando até
mesmo as relações das crianças com as brincadeiras que cada vez mais vem sendo substituídas
por visitas aos shoppings, por mídias
digitais , redes sociais e aparelhos eletrônicos.
O vídeo conta com a participação de estudiosos do
assunto como o educador e psicólogo francês naturalizado brasileiro Yves de La
Taille especializado em desenvolvimento moral, professor do Instituto de
Psicologia da Universidade de São Paulo e Clóvis de Barros Filho Doutor em
Ciência da Comunicação da escola de Comunicação e a Artes da Universidade de
São Paulo e ainda com depoimentos de pedagogo/as, psicólogos/as, educadores/as e
das próprias crianças versando sobre como a publicidade e a televisão podem e
estão influenciando o consumo.
REFERÊNCIAS
CRIANÇA, a alma do negócio.
Produção: Estela Renner e Marcos Nisti. SãoPaulo: Maria Farinha Produções,
2007. 49 min. Color. Port. Disponível em:
<https://www.youtube.com/watch?v=ur9lIf4RaZ4> Acesso em 18 de agosto
2014.
INSTITUTO ALANA. Disponível em:<http://defesa.alana.org.br/post/28846064502/crianca-a-alma-do-negocio-mostra-como-no-brasil>.
Acesso em: Acesso em 18 de agosto 2014.
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