“Laure
(Zoé Héran) é uma garota de 10 anos, que vive com os pais e a irmã caçula,
Jeanne (Malonn Lévana). A família se mudou há pouco tempo e, com isso, não
conhece os vizinhos. Um dia Laure resolve ir na rua e conhece Lisa (Jeanne
Disson), que a confunde com um menino. Laure, que usa cabelo curto e gosta de
vestir roupas masculinas, aceita a confusão e lhe diz que seu nome é Mickaël. A
partir de então ela leva uma vida dupla, já que seus pais não sabem de sua
falsa identidade.”
Fonte: Site Adoro Cinema
Trailer do filme(legendas em português)
Ficha do Filme
Lançamento: 13 de janeiro de 2012 (1h22min)
Dirigido por: Céline Sciamma
Com: Zoé Héran, Malonn Lévana, Jeanne Disson mais
Gênero: Drama
Nacionalidade: França
REFERÊNCIA
Site Adorocinema.
Tomboy. Disponível em: <http://www.adorocinema.com/filmes/filme-188840/>
Acesso em: 27 de junho de 2014.
quinta-feira, 26 de junho de 2014
FILADÉLFIA Por: Marco Polo Amaral
"Andrew
Beckett (Tom Hanks - Oscar de Melhor Ator), um jovem e promissor advogado,
recebe um corte em sua carreira quando é demitido da prestigiada empresa de
advocacia para a qual trabalha. A alegação é que seu trabalho não é
satisfatório. Andrew sabe que a verdadeira razão é o fato dele ter
AIDS. Determinado a defender sua dignidade e reputação profissional, Andrew
contrata o advogado Joe Miller (Denzel Washington, de O Dossiê Pelicano) para
processar seus antigos patrões por sua demissão injusta. Inicialmente Joe está
relutante em aceitar o caso. Apesar de ter crescido conhecendo as dores do
preconceito, ele nunca antes tinha encarado seus próprios preconceitos contra a
homossexualidade e a AIDS... até agora. Estes dois homens iniciam uma luta
histórica e emocionante contra a intolerância e a ignorância da sociedade. Um
homem está lutando por sua reputação, sua vida e por justiça. O outro está
lutando para enfrentar seus medos e preconceitos bem como os da sociedade. E
ambos estão lutando por algo com uma importância única.Também estrelando Jason
Robards, Joanne Woodward, Mary Steenburgen, Antonio Bandeiras e dirigido por
Jonathan Demme (O Silêncio dos Inocentes), Filadélfia é um dos filmes mais
aclamados de nosso tempo." Fonte: Site Filmes de Cinema
Trailer do filme (em inglês)
Ficha do filme:
Título original: Philadelphia
Duração: 125 minutos (2 horas e 5 minutos)
Gênero: Drama
Direção: Jonathan Demme
Ano: 1993
País de origem: EUA
REFERÊNCIA
Filmes de Cinema.
Filadélfia. Disponível em: <http://www.filmesdecinema.com.br/filme-filadelfia-2066/>
Acesso em 26 de junho 2014.
No vídeo “Medo de
que?”, inicialmente Marcelo a personagem principal do vídeo descobre a sua
sexualidade (por exemplo, ele se tocando e se conhecendo, desejo por mulheres,
etc.) e neste processo descobre sua orientação sexual quanto se vê atraído
física e emocionalmente por outro homem, ou seja se descobre homossexual. E
quando percebe isso fica cheio de dúvidas
medos e receios sobre o que sua família e amigos vão achar até que
realmente resolve assumir a sua orientação sexual.
O vídeo ainda promove
uma discussão sobre como as visões e concepções de gênero que encontramos em
nossa sociedade e como essas visões podem
influenciar e moldar comportamentos e ainda gerar as mais variadas
formas de discriminações como a homofobia.
Conceituando sexualidade, orientação
sexual e identidade sexual
Sexualidade refere-se às elaborações culturais
sobre os prazeres e os intercâmbios sociais e corporais que compreendem desde o
erotismo, o desejo e o afeto até noções relativas à saúde, à reprodução, ao uso
de tecnologias e ao exercício do poder na sociedade. (BRASIL, 2009 p.116)
Orientação sexual refere-se ao sexo das pessoas que
elegemos como objetos de desejo e afeto. Hoje são reconhecidos três tipos de
orientação sexual: a heterossexualidade (atração física e emocional pelo “sexo
oposto”); a homossexualidade (atração física e emocional pelo “mesmo sexo”); e
a bissexualidade (atração física e emocional tanto pelo “mesmo sexo” quanto
pelo “sexo oposto”). (BRASIL, 2009 p.124)
Identidade sexual refere-se a duas questões
diferenciadas: por um lado, é o modo como a pessoa se percebe em termos de
orientação sexual; por outro lado, é o modo como ela torna pública (ou não)
essa percepção de si em determinados ambientes ou situações. A identidade
sexual corresponde ao posicionamento (nem sempre permanente) da pessoa como
homossexual, heterossexual ou bissexual, e aos contextos em que essa orientação
pode ser assumida pela pessoa e/ou reconhecida em seu entorno. (BRASIL, 2009 p.134)
REFERÊNCIAS
BRASIL.
Gênero e diversidade na escola: formação
de professoras/es em Gênero, Orientação Sexual e Relações Étnico-Raciais. Livro
de conteúdo. Versão 2009. Rio de Janeiro: CEPESC; Brasília: SPM, 2009.
Medo de que? Disponível em: <http://www.youtube.com/watch?v=cIoeUqBxhi0>
Acesso em 12/06/2014.
Para acessar o texto no slideshare click no link: Medo de que?
Como
quebrar o silêncio dos alunos em caso de abuso sexual
Fonte:
Matéria publicada na Revista Brasil Escola. Edição online
“Qualquer forma de exposição da
criança ou do adolescente a estímulos sexuais que ultrapassem os direitos
humanos ou o respeito ao seu desenvolvimento físico, emocional e psicossexual
pode ser considerado abuso sexual.
O abuso sexual
ocorre quando uma pessoa subjuga outra por meio da violência, do abuso de
poder, da autoridade ou da diferença de idade para obter prazer sexual. O abuso
pode incluir carícias, manipulação dos órgãos genitais,voyeurismo, pornografia e
atividade sexual com ou sem penetração vaginal, anal ou oral, com ou sem uso de
violência.
As vítimas de
abuso sexual se sentem aterrorizadas, confusas e muito temerosas e, não raro,
têm muita dificuldade em contar para alguém que foram vítimas desse tipo de
violência, mesmo para pessoas de sua completa confiança. Em geral, elas se
calam por não quererem prejudicar o abusador ou provocar uma discórdia
familiar. Ou pior: temem ser consideradas culpadas ou castigadas pelo agressor.
O bem-estar da
criança ou do adolescente deve ser sempre a nossa prioridade. Portanto, a
escuta ativa (quando se ouve de fato o que o outro diz), o acolhimento e a
proteção do aluno são muito importantes. O professor pode ser, em muitos casos,
o único adulto com quem ele ou ela podem contar.”
Problematizando
terminologias, abuso e violência sexual são situações diferentes?
Faria e Paulino (2012,
p. 364) salientam a necessidade de não se utilizar o termo abuso sexual, mas
sim violência sexual nas situações onde crianças e adolescentes sejam vítimas
destes tipos de ofensas, independente do mais
inofensivas que a principio possam parecer, deixando marcas visíveis ou
não, devem ser consideradas como uma violência e não como um abuso pois: “[...] o termo abuso pode denotar ultrapassar
limites, mas quando estamos nos referindo a abuso sexual intrafamiliar de
crianças e adolescentes será que existe limite?” (RIBEIRO, 2012 p. 364)
“Diante desse cenário, utilizar o termo abuso, em
casos de violência sexual contra crianças e adolescentes pode vir a ser fator
banalizador do ato de agredir sexualmente, pois pode ser um canal de abertura
para que o agressor não se sinta culpado, já que se acredita não ter ocorrido
violência por não existirem marcas externas.” (RIBEIRO, 2012 p. 364)
“O ato de abusar de crianças e adolescentes, mesmo
diante da ausência de evidencias físicas, é considerado violento quando
submetem as crianças e adolescentes a algo não querido, não entendido e em
alguns casos nem ao menos reconhecido por ele/as como fato real.” (RIBEIRO,
2012 p. 364)
A violência sexual
nunca é consentida por crianças e adolescentes e infelizmente ainda temos
discursos do tipo “Se consentiu é porque deve ter gostado”, “Só quando se diz
não é que pode ser considerado abuso.” E a dificuldade em se falar sobre a
violência sexual, dentro das famílias, das escolas e em outros espaços, faz com
que muitas vítimas se calem e não busquem ajuda para denunciar seus agressores
e as situações de violência a quais estão expostas.
REFERÊNCIAS
FARIA, Lívia Monique de Castro; PAULINO,
Alessandro Garcia. Entre Marias e
Preciosas: Textos culturais, gênero e violência sexual. RIBEIRO, Cláudia
(org.). Tecendo gênero e diversidade sexual nos currículos da Educação
Infantil. Ed.UFLA. Lavras. 2012. p.355-370.
Revista Brasil Escola. Como quebrar o silêncio dos alunos em caso
de abuso sexual. Publicação online em 29 de maio de 2014. Disponível em:
<http://revistaescola.abril.com.br/blogs/educacao-sexual/2014/05/29/como-quebrar-o-silencio-dos-alunos-em-casos-de-abuso-sexual/>
Acesso em 06 de junho de 2014.